Incorporadoras apresentam prévias do terceiro trimestre; data centers e habitação avançam

Prévia do 3º trimestre concentra sinais de forte atividade nas incorporadoras. MRV registra vendas líquidas recordes de R$ 3,04 bilhões, enquanto Cury, Tenda e Moura Dubeux somam mais de R$ 5,3 bilhões em lançamentos. No horizonte de investimentos, data centers ampliam fortemente a demanda projetada sobre a rede elétrica e a hotelaria mantém um pipeline de R$ 13,6 bilhões até 2030.

Edição de 09/10/2026.

Radar Imobiliário Metropolitano

Prévia do 3º trimestre concentra sinais de forte atividade nas incorporadoras. MRV registra vendas líquidas recordes de R$ 3,04 bilhões, enquanto Cury, Tenda e Moura Dubeux somam mais de R$ 5,3 bilhões em lançamentos. No horizonte de investimentos, data centers ampliam fortemente a demanda projetada sobre a rede elétrica e a hotelaria mantém um pipeline de R$ 13,6 bilhões até 2030.

1. INDICADORES E TENDÊNCIAS DE MERCADO

Custos da construção

O Custo Unitário Básico da construção no Paraná alcançou R$ 2.738,93 por m² em setembro de 2026, com variação mensal de 0,32%. O indicador é uma referência estadual para projetos-padrão calculados conforme a NBR 12.721:2006 e não equivale ao custo total de um empreendimento nem ao preço de venda das unidades.

Fonte: Sinduscon-PR — CUB-PR, setembro de 2026.

Energia e data centers

A 2ª Revisão Quadrimestral do PLAN 2026–2030 projeta que a carga de data centers considerada na Rede Básica passe de 315 MW médios em 2026 para 5.653 MW médios em 2030. A projeção para o fim do período ficou 2.196 MW médios acima da revisão anterior e considera 27 contratos de conexão assinados e 22 pareceres de acesso favoráveis.

Fonte: ONS, EPE e CCEE — 2ª Revisão Quadrimestral do PLAN 2026–2030. Leitura setorial: Data Center Dynamics, 08/10/2026.

2. EMPRESAS, FUNDOS E MERCADO DE CAPITAIS

Companhias abertas e incorporadoras

MRV informou vendas líquidas de R$ 3,04 bilhões no 3T26, alta de 30% ante o 3T25 e recorde para a companhia. A produção alcançou 11.258 unidades, a VSO líquida ficou em 25,1% e a geração de caixa consolidada somou R$ 456 milhões. A empresa estimou em cerca de R$ 80 milhões o efeito negativo da greve da Caixa sobre repasses e geração de caixa da incorporação.

Fonte: MRV Relações com Investidores — Prévia Operacional 3T26. Cobertura específica: Visno Invest.

Cury registrou R$ 2,04 bilhões em vendas líquidas, alta anual de 11,4%. Os oito lançamentos do trimestre somaram R$ 2,12 bilhões em VGV e 6.503 unidades. A geração de caixa operacional alcançou R$ 253,6 milhões e o banco de terrenos encerrou setembro com VGV potencial de R$ 26,1 bilhões.

Fonte: Cury Relações com Investidores — Prévia Operacional 3T26. Cobertura específica: Visno Invest.

Tenda e Alea realizaram 14 lançamentos no trimestre, com R$ 1,64 bilhão em VGV, e registraram vendas líquidas consolidadas de R$ 1,29 bilhão, avanço anual de 4,4%. Os distratos cresceram 50,7% frente ao trimestre anterior, para R$ 312,3 milhões, em ambiente afetado pela greve da Caixa e por condições mais restritivas de crédito.

Fonte: Tenda — Prévia Operacional 3T26.

Moura Dubeux lançou oito empreendimentos no trimestre, com R$ 1,55 bilhão em VGV líquido, crescimento anual de 15,5%. As vendas e adesões líquidas recuaram 21,5%, para R$ 841,5 milhões, e houve consumo de caixa de R$ 170 milhões. O banco de terrenos chegou a VGV bruto potencial de aproximadamente R$ 11,4 bilhões.

Fonte: Moura Dubeux Relações com Investidores — Prévia Operacional 3T26. Cobertura específica: Visno Invest.

3. GRANDES EMPREENDIMENTOS E INVESTIMENTOS

Hotelaria

O Panorama da Hotelaria Brasileira identifica 178 hotéis em desenvolvimento, com R$ 13,6 bilhões em investimentos previstos e 26.302 unidades habitacionais até 2030. O número de projetos cresceu 17% frente ao levantamento anterior. Cerca de 66% estão no interior do país e os segmentos midscale e upscale/luxo concentram 72% dos apartamentos projetados.

O estudo foi divulgado em março de 2026; os valores representam pipeline e investimentos previstos, sujeitos a mudanças de cronograma e execução.

Fonte: HotelInvest e FOHB — 20ª edição do Panorama da Hotelaria Brasileira.

4. HABITAÇÃO, INFRAESTRUTURA E REGULAÇÃO

Minha Casa, Minha Vida

A Portaria MCID nº 1.298/2026 declarou seis propostas, somando 898 moradias, aptas à contratação pelo Minha Casa, Minha Vida com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial. Os empreendimentos estão em Jacobina, Fortaleza, Ponta Porã, Lucas do Rio Verde e Parnaíba.

A portaria foi republicada em 2 de outubro de 2026. A aptidão à contratação não equivale à assinatura dos contratos ou ao início das obras.

Fonte: Ministério das Cidades — Portaria MCID nº 1.298/2026.

Habitação e requalificação urbana

Em Jundiaí, um conjunto de projetos para São Camilo, Tarumã, Tamoio e entorno reúne aproximadamente R$ 65 milhões. O pacote inclui 200 novas moradias — 160 no Campinho e 40 na Rua José Maria Whitaker —, melhorias habitacionais, requalificação de 9.385,60 m² de vias e espaços públicos, drenagem, contenção de encostas, acessibilidade e ampliação da UBS Tamoio.

A informação foi publicada em 24 de setembro de 2026. As 200 unidades ainda dependem de etapas de aprovação, credenciamento e contratação.

Fonte: Prefeitura de Jundiaí.

Saneamento

A DAE Jundiaí executa mais de R$ 59 milhões em obras de água, esgoto e reservação, com benefício estimado para cerca de 27 mil famílias. As intervenções somam mais de 30 km de novas redes e incluem frentes no Vale dos Cebrantes, Castanho, Traviú, Poste, Medeiros, Fumachi e Jardim Aeroporto.

A informação foi publicada em 18 de setembro de 2026.

Fonte: Prefeitura de Jundiaí e DAE Jundiaí.

Mobilidade ferroviária

Louveira informou que os primeiros trabalhos relacionados ao Trem Intercidades e ao Trem Intermetropolitano estavam previstos para começar em outubro. A execução exigirá o fechamento da passagem de nível entre o Centro e a Vila Pasti, com implantação de uma travessia temporária próxima à Rua Antônio Antognoli durante os serviços.

A previsão foi publicada em 11 de setembro de 2026 e descreve planejamento executivo e mitigação de impactos.

Fonte: Prefeitura de Louveira.

5. ÁREAS DE INTERESSE METROPOLITANAS

Região Metropolitana de Jundiaí

Jundiaí concentra duas frentes de investimento urbano: habitação e requalificação em São Camilo e entorno, estimadas em R$ 65 milhões, e mais de R$ 59 milhões em saneamento. Em Louveira, o avanço previsto das intervenções do TIC/TIM acrescenta uma frente de transformação da mobilidade regional.

Região Metropolitana de Curitiba

O CUB-PR de setembro chegou a R$ 2.738,93/m², alta mensal de 0,32%, atualizando a principal referência estadual de custos de construção.

6. ÁREAS DE INTERESSE AMPLIADAS

TIC-TIM

No corredor do TIC-TIM, Jundiaí combina novas moradias e requalificação urbana com expansão do saneamento, enquanto Louveira prepara alterações de circulação associadas às obras ferroviárias.

Origem arquivística: R2 Cloudflare, objeto radar-imobiliario/2026-10-09/index.html.

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